quinta-feira, 1 de março de 2007

Fugas para a frente

Um dos truques para que, de vez em quando, nos possamos aventurar no árduo campo da mudança poderia chamar-se uma fuga para frente. O cobarde que se aventura na frente de batalha, protagoniza-a. Procura assim exorcizar os seus maiores receios. No quotidiano, poderíamos dizer que a fuga para a frente significaria colocarmo-nos, propositadamente, perante um acontecimento que gostaríamos de evitar, tendo em vista ser-nos impossível fugir à mudança (positiva) que este pode desencadear. Mas isso implica consciência do caminho que se quer percorrer. O que impede que o percorramos é a preguiça, o comodismo... e sim, o medo.

Quando esse caminho nos é (ainda?) desconhecido, pergunto-me se procurar ou pôr em prática pequenas estratégias para manter algum entusiasmo, que nos defenda do marasmo em que, dia após dia, vamos gastando banalmente a nossa existência, uns melhor que outros, outros mais sortudos que alguns, alguns ainda mais que outros, serão fugas para a frente. Aceitam-se exemplos.


2 comentários:

Paulo de Oliveira disse...

A chamada fuga para a frente é no fundo um acto de coragem involuntário, ou melhor dizendo semi-inconsciente, talvez até seja no fundo um estratagema para nos sentirmos/mantermos vivos, no entanto prefiro aquilo que Kierkegaard falou e que Palahniuk de certa forma redefiniu, "leap of faith"...

Ganharam um visitante assíduo e um link...

fiquem sempre bem...

sweetjane disse...

Um abraço, caro Paulo, com agradecimentos dos FIDS.